Paraguai cobra explicações do Brasil sobre suposta espionagem de autoridades brasileiras

Servidor da Abin disse que a espionagem começou no último ano do governo Bolsonaro, mas continuou no governo Lula, segundo ele, com autorização expressa do ...

Paraguai cobra explicações do Brasil sobre suposta espionagem de autoridades brasileiras
Paraguai cobra explicações do Brasil sobre suposta espionagem de autoridades brasileiras (Foto: Reprodução)

Servidor da Abin disse que a espionagem começou no último ano do governo Bolsonaro, mas continuou no governo Lula, segundo ele, com autorização expressa do atual diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa. Paraguai cobra explicações do Brasil sobre suposta espionagem hacker de autoridades do país vizinho O Paraguai está cobrando explicações do Brasil sobre a suposta espionagem. A Polícia Federal investiga a denúncia no inquérito da chamada Abin Paralela. O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, disse que seu governo convocou o embaixador do Brasil no país, José Antonio Marcondes, para dar explicações sobre a suposta invasão hacker feita pela inteligência brasileira a sistemas do governo paraguaio. O Paraguai também convocou seu embaixador no Brasil, Juan Angel Delgadillo. Segundo reportagem do portal UOL, a ação hacker contra o governo do Paraguai foi detalhada por um funcionário da Abin em depoimento à Polícia Federal no fim de 2024. A TV Globo também teve acesso ao depoimento. Paraguai cobra explicações do Brasil sobre suposta espionagem de autoridades brasileiras Jornal Nacional/ Reprodução Segundo o funcionário, a Abin acessou, por exemplo, sistemas da Presidência e do Congresso paraguaios, além de dados de autoridades envolvidas nas negociações sobre o tratado da usina de Itaipu, que pertence aos dois países. Brasil e Paraguai estão em fase de revisão de trecho do acordo que define as condições de comercialização da energia gerada pela usina. O servidor disse que a espionagem começou no último ano do governo Bolsonaro, mas continuou no governo Lula, segundo ele, com autorização expressa do atual diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa. A intenção, de acordo com o depoimento, era conseguir informações sigilosas para obter vantagens nas negociações de Itaipu. Na segunda-feira (31), o governo paraguaio disse que não tinha nenhuma evidência de que o Brasil tivesse atacado seus sistemas informáticos. Mas, em seguida, o Itamaraty confirmou a operação. Afirmou que ela foi autorizada pelo governo anterior, em junho de 2022, e tornada sem efeito pelo diretor interino da Abin em 27 de março de 2023, tão logo a atual gestão tomou conhecimento do fato. Paraguai cobra explicações do Brasil sobre suposta espionagem de autoridades brasileiras Jornal Nacional/ Reprodução Foi depois da manifestação brasileira que o governo paraguaio decidiu reagir, convocando os embaixadores. O Paraguai também suspendeu a negociação iniciada há um ano da parte financeira do acordo de Itaipu. Havia expectativa que o acordo fosse fechado em maio. Procurado, o Itamaraty não comentou a decisão paraguaia. Segundo fontes ouvidas pelo Jornal Nacional, o governo brasileiro considera natural essa consulta diplomática do Paraguai aos embaixadores. O Jornal Nacional procurou a assessoria da Abin e o diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa, mas não teve retorno. LEIA TAMBÉM Funcionário diz que atual Abin hackeou instituições do Paraguai; governo Lula diz que interrompeu ação ao tomar conhecimento Paraguai convoca embaixador do Brasil no país e cobra explicações sobre suposto monitoramento da Abin

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